Nesta quinta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deixou o ufanismo de lado para admitir o óbvio: com a ausência das petroleiras estrangeiras nos recentes leilões do pré-sal e a “Vitória” da Petrobras, o Brasil vendeu o direito de exploração das áreas de “nós para nós mesmos”.

“Os 17 gigantes não vieram. A Petrobras levou sem ágio. Sumiu todo mundo da sala. Ficou só ela”, reconheceu o ministro, atribuindo o fracasso dos dois certames -o megaleilão da cessão onerosa na quarta-feira e um segundo leilão na quinta-feira- ao regime de partilha.

Criado no governo do PT, o regime de partilha prevê que a empresa vencedora vire sócia do governo na exploração e dá prioridade Petrobras.

Para ter uma ideia da importância dessa variável, algumas estimativas apontavam algo entre R$ 25 bilhões e R$ 40 bilhões para o campo de Búzios, a maior reserva de petróleo do país, uma área cujo bônus de assinatura foi de R$ 68,2 bilhões.

Outro fator que também atrapalhou foi o alto valor do bônus de assinatura, resultado do desespero do governo federal por recursos no curto prazo para fechar as contas e para negociar o apoio de Estados e municípios na aprovação das reformas no Congresso.

Mesmo com o endividamento ainda alto, foi obrigada a arrematar o campo de Búzios para evitar uma catástrofe no leilão, que mandaria o dólar às alturas.

Na condição de sócios, saem na frente para oferecer financiamento caso a Petrobras precise de dinheiro para desenvolver o campo.

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Originalmente Publicado: 8 de Novembro de 2019 às 03:00

Fonte: Uol.com.br