Günter Schabowski, o burocrata em questão, se enrolou com uma série de papéis que não traziam a resposta sobre o trânsito sem passaporte.

“Isso passa a valer, na minha opinião, agora, instantaneamente”, balbuciou, disparando o processo que derrubou o Muro de Berlim.

“Foi inacreditável. O anúncio foi um erro”, conta o veterano repórter de 74 anos que estava a serviço do tabloide Bild, hoje aposentado.

A entrevista das 18h daquele dia tinha tudo para ser mais uma tediosa série de anúncios explicitando a dificuldade que o governo comunista tinha para lidar com o fluxo de 2.000 pessoas que vinham fugindo de seu país por outras fronteiras vizinhas, como Hungria e Áustria, para a então Alemanha Ocidental capitalista.

Em 2008, o italiano recebeu uma condecoração do governo alemão por seu trabalho em prol da unidade do país, o que levou Brinkmann a começar uma campanha para recuperar sua versão daquele dia.

Assim que o “Imediatamente” saiu da boca do burocrata, os repórteres se agitaram e correram para telefones públicos no centro de imprensa e para suas redações -era uma época sem notícias em tempo real, internet ou celulares.

Em entrevista há duas semanas ao americano The Wall Street Journal, ele reafirma que foi seu diálogo com Schabowski que derrubou o muro na prática, e que as perguntas do colega alemão eram complementares às suas.

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Originalmente Publicado: 9 de Novembro de 2019 às 03:00

Fonte: Uol.com.br