LA PAZ - Policiais de várias cidades da Bolívia anunciaram um motim na noite desta sexta-feira contra o presidente Evo Morales, enquanto a oposição continua a exigir a sua renúncia nas ruas, após o resultado das eleições de 20 de outubro ter sido questionado.

A primeira a anunciar o motim foi a Unidade Tática de Operações Policiais da cidade central de Cochabamba, sendo logo em seguida endossada por comandos da polícia de Sucre e de Santa Cruz, região rica da parte oriental do país e reduto da oposição.

O governo, em um comunicado, disse que “Que os policiais estão aquartelados e não amotinados”, sem explicar a diferença.

Um comunicado supostamente de chefes de políciai e oficiais que circula em redes sociais diz que “Embora não possamos nos manifestar publicamente, após mais de 10 anos de maus tratos e politização em relação instituição, hoje vivemos uma situação insustentável que está excedendo todos os limites que regulamentam a Constituição Política do Estado e as suas leis”.

No sábado, Luis Fernando Camacho, do Comitê Cívico de Santa Cruz, alçado face mais visível e radical da oposição boliviana, deu um ultimato a Morales e pediu a militares e polícia que se juntassem oposição.

Entenda: Quem o líder da ala radical da oposição boliviana que deu um ultimato a Evo Morales.

Mais tarde, ele escreveu no Twitter que “a polícia será parte da história de sua nação e da liberdade do povo boliviano”, acompanhados por uma lista de demandas dos amotinados.

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Originalmente Publicado: 8 de Novembro de 2019 às 22:42

Fonte: Globo