Sem o acordo, a empresa teve que recorrer a dois grupos da China para evitar o fracasso total do leilão do pré-sal edit.

A petroleira estatal terminou por fazer uma parceria com apoio simbólico de empresas estatais chinesas para realizar lances no leilão, considerado como frustrante pelo mercado, que aguardava forte presença das grandes empresas privadas estrangeiras.

Um eventual consórcio entre Exxon e Petrobras, que também incluiria as duas empresas estatais chinesas que compraram 10% dos direitos do bloco de Búzios -CNODC e CNOOC-, teria dado um selo de aprovação do setor privado para o aguardado leilão.

Todas as fontes concordaram que a natureza complicada do leilão teve um papel importante em impedir que as negociações tivessem sucesso.

COMPETIÇÃO FRACA. No final, a Petrobras ficou praticamente sozinha ao apresentar lances mínimos para duas das quatro áreas da rodada de licitações dos excedentes da cessão onerosa, que as autoridades esperavam que cimentassem a ascensão do Brasil como potência indiscutível da América Latina.

A chinesa CNODC acompanhou novamente a empresa estatal, comprometendo-se com uma participação de 20%. Os resultados de ambas as rodadas foram amplamente vistos como uma decepção no mercado, já que nenhuma empresa privada fez ofertas por campos que sabidamente detêm bilhões de barris de petróleo não explorados.

“Pode alterar o regime de exploração, esses parâmetros como um todo, a metodologia do leilão, ou seja, o processo como um todo que estamos avaliando, e tenho certeza que vamos aperfeiçoá-lo”, disse Albuquerque Reuters.

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Originalmente Publicado: 9 de Novembro de 2019 às 07:16

Fonte: Brasil247.com