“Esse ponto foi trazido pela Previc. Foi interesse da Previc aumentar o leque de opções de investimentos dos fundos de pensão. Será uma alteração infralegal na resolução 4.661 do CMN. A gente já tem um texto fechado e a ideia que seja levado ao CMN para deliberação em março. Essa a expectativa”, disse ao Valor o diretor da Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Julio Cesar Costa Pinto.

O subsecretário de Política Microeconômica e Financiamento da Infraestrutura da Secretária de Política Econômica, Pedro Calhman de Miranda, acrescentou que a iniciativa, além de diversificar as modalidades de investimentos dos fundos, será uma fonte importante de financiamento para as empresas.

Com a atualização que deverá ser feita na resolução 4.661/2018 do CMN, os fundos de pensão poderão investir em empresas de capital fechado, o que inclui Sociedade de Propósito Específico fechada.

O diretor de programas acredita que os requisitos para que uma empresa fechada receba investimentos de um fundo de pensão são suficientes para blindar os investimentos de possíveis irregularidades.

O advogado Flávio Rodrigues, sócio do Bocater Advogados, disse que necessário oferecer uma estrutura de segurança para que os gestores de fundo de pensão possam investir com mais risco em companhias fechadas.

A regra atual permite que as entidades invistam até 15% de seus recursos em fundo de investimentos em participações, que trouxeram inúmeros problemas para as fundações, incluindo denúncias de má gestão, fraudes e corrupção.

de mais opções de investimentos que as entidades precisam, em meio a um ambiente de juros mais baixos, acredita o presidente da Abrapp, associação que representa os fundos de pensão, Luís Ricardo Martins.

Este artigo foi resumido em 65%

Originalmente Publicado: 14 de Janeiro de 2020 às 06:01

Fonte: Globo