Entre o Natal e as duas primeiras semanas deste ano, ninguém sabia o que estaria causando esses sintomas, e o número de casos aumentava.

“A pergunta que eu fiz foi: ‘ele tomou Belorizontina?’ O amigo dele falou assim: ‘Só foi encontrado Belorizontina na casa dele’".

“A gente começou por conta própria a pesquisar casos clínicos compatíveis com eles, com os doentes. E aí, pesquisando esses casos clínicos que a gente achou que o que tinha causado essa sintomatologia neles era o dietilenoglicol”, lembra Camila.

O dietilenoglicol, que a cervejaria Backer garante não ter usado no seu processo de fabricação, tem essa função.

“A gente aqui optou pelo etanol, grande parte das cervejarias artesanais utiliza o etanol por causa do preço. A vantagem que eu vejo a questão de eu não ter problema caso ele venha a entrar em contato com o produto, ele não vai causar nenhum tipo de toxicidade no produto”, afirma o diretor de uma cervejaria.

“Existem vários lotes contaminados, em tempos diferente. Essa característica na investigação nos deixa a entender que, se houve uma sabotagem, ela foi realizada em longo prazo, de forma contínua, mas nenhuma linha descartada neste momento”, destaca Flávio Grossi, delegado da Polícia Civil- MG. O Ministério da Agricultura interditou a fábrica da Backer até o fim das investigações.

“Espero que as autoridades ajam com rapidez para que esse prejuízo não seja maior do que já é, e para as pessoas que já foram atingidas por esse triste fato”, diz a diretora de marketing da Backer.

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Originalmente Publicado: 19 de Janeiro de 2020 às 22:43

Fonte: Globo