Ele disse querer falar com a imprensa, mas que como tem sido acusado de agredir os jornalistas não iria se pronunciar.

O documento apontou que casos de ataques a repórteres e veículos de comunicação cresceram 54% no ano passado, e que Bosonaro foi responsável, sozinho, por 58% do total de agressões - seja por seu perfil no Twitter, lives ou entrevistas.

Não posso agredir vocês aí. Manda tirar o processo que eu volto a conversar - declarou o presidente na saída do Palácio da Alvorada, ao se aproximar da área reservada imprensa depois de cumprimentar apoiadores.

Apesar de condicionar a retomada de entrevistas retirada de um processo, Bolsonaro não explicou ao que se referia.

Na quinta-feira passada, ao ser questionado por uma repórter da “Folha de S.Paulo” sobre a permanência de Wajngarten na chefia da Secom, após o jornal revelar que a empresa da qual Wajngarten tem 95% da sociedade mantém contratos com emissoras de televisão e agências de publicidade que atendem o governo, Bolsonaro afirmou que o jornal “não tem moral para perguntar” e mandou que a jornalista calasse a boca.

“Impressionante! Talvez o presidente que mais fale com a imprensa, que vai de peito aberto falar com os mais variados tipos de jornalistas sem acertar previamente as perguntas, este exatamente o que processado por associação de jornalistas por, acredite, atacar a imprensa…", publicou o parlamentar.

Segundo ela, o que a Fenaj denunciou foi que Bolsonaro usa suas manifestações como pretexto para um ataque sistemático a veículos e profissionais de imprensa e, portanto, liberdade de imprensa.

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Originalmente Publicado: 22 de Janeiro de 2020 às 12:43

Fonte: Globo