O procurador-geral da República, Augusto Aras, decidiu nesta quinta-feira, 23, fazer mudanças no grupo de trabalho que atua nos casos da Operação Lava Jato junto ao Supremo Tribunal Federal.

Em outubro de 2019, o procurador-geral da República escolheu os sete membros do Ministério Público Federal para compor o grupo de trabalho da Operação Lava Jato.

Entre as atribuições do grupo, que atua em casos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, estão participar de depoimentos, audiências, solicitar informações e documentos para embasar as investigações e participar das tratativas para celebração de acordos de colaboração premiada.

Em parecer encaminhado ao STF no final do ano passado, Adonis defendeu a atuação dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba em processos que investigam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esta não a primeira vez que o grupo de trabalho da Lava Jato na PGR sofre baixas.

Em setembro do ano passado, a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sofreu a maior baixa de sua gestão com a entrega coletiva de cargos entre os procuradores que investigam os casos da Lava Jato.

No centro da polêmica estava a delação premiada do executivo Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS. Ao encaminhar o acordo para o STF, Raquel pediu o arquivamento de parte da delação que trazia implicações ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e um dos irmãos do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, o que contrariou o grupo.

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Originalmente Publicado: 23 de Janeiro de 2020 às 22:08

Fonte: Istoe.com.br