A abertura de negociação entre o Botafogo e Keisuke Honda pode fazer do clube alvinegro mais um capítulo de uma carreira que se ocupa mais de factoides que de futebol.

Quarenta e seis dias e quatro jogos depois de integrado ao clube, ele decidiu acompanhar o técnico e amigo Slutsky, que havia sido demitido.

Não que fosse ficar desempregado: época, acumulava o comando técnico da seleção do Camboja e o controle do SV Horn, um clube da Áustria, comprado em 2015 quando disputava a Terceira Divisão do país.

Uma situação no mínimo ridícula para um veterano que carregou a camisa 10 do Milan, jogou ao lado de Kaká e foi astro da seleção japonesa depois de um começo fulgurante.

“Trabalhei com ele no início dele, quando ele chegou do colégio para o Nagoya Grampus”, diz o técnico Nelsinho Baptista, atualmente no Kashiwa Reysol, ao GLOBO. “Ele era um jovem com muita força, muita qualidade, e eu o coloquei como titular. um canhoto que tem uma visão de jogo muito boa, passe muito bom tanto de média quanto de longa distância, ótima visão de jogo, boa finalização e técnico na boa parada.”

“Quando estive com ele, de 2004 e 2006, o que chamava atenção que ele era muito diferentes dos outros jovens, que costumavam ser muito submissos aos jogadores mais velhos. Ele não. Ele retrucava os mais velhos e chamava a atenção deles quando estava certo. Além de ser um jogador que, com a bola no pé, tinha decisão. Não servia só os outros.”

O japonês se mostrou tímido demais no time comandado por Clarence Seedorf, que o escalava como atacante - Honda prefere ficar numa posição central próxima da área, o que lhe permite armar jogadas e tentar chutes.

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Originalmente Publicado: 23 de Janeiro de 2020 às 20:18

Fonte: Globo