O secretário-especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, informou nesta quinta-feira que o governo deve propor mudança no período considerado para o cálculo da inflação que vai corrigir o salário mínimo.

Como o reajuste precisa ser anunciado até 31 de dezembro, mas o INPC de um ano fechado só conhecido no começo do próximo ano, hoje o governo corrige o valor do mínimo com base em uma previsão para a inflação.

Entretanto, quando o INPC de 2019 foi oficialmente divulgado, no início de janeiro, verificou-se que o índice usado pelo governo no reajuste era menor do que a inflação, o que implicava em perda de poder de compra da população.

O salário mínimo serve de base para o valor de benefícios pagos pelo governo, entre eles o piso das aposentadorias pelo INSS. “Vamos alterar a sistemática de correção do salário mínimo. Vamos mudar sem que haja nenhuma perda para o trabalhador”, declarou ele, explicando que o período utilizado como referência para correção pode ser, por exemplo, de dezembro de um ano prévio até novembro do seguinte.

O secretário-especial de Fazenda do Ministério da Economia também estimou que a economia com o pagamento de juros da dívida pública será de R$ 417 bilhões nos quatro anos do governo Bolsonaro, entre 2019 e 2022.

Waldery disse que o governo não tem meta de zerar o déficit primário até o fim de 2022 - a Lei de Diretrizes Orçamentárias estabelece déficit de R$ 34,1 bilhões para o setor público naquele ano.

“O ajuste fiscal, não foi nem metade feito do que necessário fazer para ter equilíbrio nas contas publicas. Quando iniciamos o governo, estávamos iniciando o sexto ano consecutivo de déficit. O dever de casa, do ponto de vista fiscal, foi bem realizado neste ano, e tem de continuar com essas reformas estruturais que modernizam o estado e trazem o controle das contas públicas”, declarou o secretário.

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Originalmente Publicado: 23 de Janeiro de 2020 às 16:54

Fonte: Globo