Uma delas caiu no museu arqueológico da cidade, destruindo duas das três múmias expostas.

A única sobrevivente foi a múmia de Nesiamon, um sacerdote egípcio que viveu há 3.000 anos no templo de Karnak, perto da atual Luxor, durante o reinado do faraó Ramsés XI. Nesiamon dedicou sua vida a recitar orações e a cantar ao deus Amon.

Uma equipe de cientistas levou sua múmia para o Hospital Geral de Leeds, colocou-a em um scanner de raios X, estudou seu trato vocal e o reconstruiu com uma impressora 3D. O resultado um som breve, similar vogal “e”, que segundo os pesquisadores seria a voz de Nesiamon que retumbava no templo de Karnak.

Em 2016, em um salão vitoriano de sua universidade, o engenheiro empregou seu peculiar órgão para interpretar com uma soprano O Mio Babbino Caro, ária de uma ópera de Puccini.

“Sua língua encolheu, provavelmente pela desidratação. Se tivéssemos que reproduzir sua fala teríamos que criar uma língua com uma forma que pareça razoável para sua boca”, explica Howard, da Universidade de Londres.

“Sem conhecer uma infinidade de outros fatores implicados na produção da voz, como a capacidade pulmonar, a densidade e a rigidez das cordas vocais e dos demais músculos envolvidos, a absorção dos tecidos e um longo etc., nunca se poderia chegar a uma reconstrução precisa”, adverte Cosi, do Instituto de Ciências e Tecnologias da Cognição, na cidade italiana de Pádua.

“Entretanto, podemos ter uma ideia da voz original”, admite.

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Originalmente Publicado: 23 de Janeiro de 2020 às 21:20

Fonte: Elpais.com