Mas o gesto que ele fez hoje, ao receber Lula, mais do que um movimento de atrevimento político, um reencontro do papa com Jorge Mario Bergoglio e seu passado em tempos de medo e horror.

Francisco consola o Bergoglio que, da segunda metade dos anos 70 e até bem pouco tempo, carregava o peso de uma suspeita desabonadora.

Jalics reencontrou-se com Bergoglio anos depois e passou a rejeitar a acusação de que havia sido abandonado pelo líder jesuíta.

No fim, prevaleceu a versão segundo a qual Bergoglio fizera manobras titubeantes, na tentativa de proteger os padres, retirando-os de área de conflito.

Hoje, Francisco recebeu o perseguido político de um país em que que a polícia mata milicianos abandonados por ex-amigos no poder.

No mundo tomado pelos covardes, e se fosse um deles, Francisco poderia esperar mais um pouco para receber um ex-presidente caçado, condenado e preso, sem provas, por corrupção.

A direita fica sabendo que Lula o interlocutor de Francisco, e não alguém que apenas foi ao Vaticano pedir sua bênção.

Este artigo foi resumido em 52%

Originalmente Publicado: 13 de Fevereiro de 2020 às 18:40

Fonte: Diariodocentrodomundo.com.br