As investigações da Polícia Civil da Bahia apontam que Adriano da Nóbrega, o miliciano morto em ação policial na cidade de Esplanada, já vinha visitando a Bahia há cerca de dois a três anos.

“Ele vinha alegando que estava em período de férias, alegava essa questão de correr vaquejadas, gostava do circuito de vaquejada no estado, trazia os animais, alegava inclusive a intenção de compra de propriedade, de um haras, e uma pista que ele pudesse treinar e correr com os animais”, acrescentou.

O delegado não informou o número exato das vezes que Adriano da Nóbrega esteve na Bahia, mas detalhou que a polícia quer saber qual a intenção dele em permanecer no estado.

“A intenção que ele [Adriano] demonstrou sempre com algumas pessoas, que ele verbalizava, era da compra de propriedades. Esse levantamento já vem sendo feito. A gente só não pode detalhar porque está em uma fase de início e para que não prejudique as investigações. A gente faz acompanhamento para possível análise do estabelecimento da organização criminosa aqui no estado. Essa a nossa preocupação. um monitoramento que a gente faz com os outros estados dessa movimentação de células que vêm de outro local para se estabelecer”, explicou Sansão.

“No caminho, ele ameaça de forma direta. Segundo Leandro e a esposa, de ameaças de morte mesmo, de que iria agir de forma enérgica com ele, com a esposa, com a filha, se ele indicasse polícia a localização dele. Ou seja, há uma suspeita, em virtude desses eventos, de que tenha tido algum vazamento de informação de uma possível operação policial”, contou Sansão.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro passou a ser monitorado por equipes do órgão a partir de informações de que ele teria buscado esconderijo na Bahia.

Quando ela foi deflagrada, em janeiro de 2019, uma força-tarefa do Ministério Público e da Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu cinco homens acusados de integrar milícia que atuava em grilagem de terra, agiotagem e pagamento de propina em Rio das Pedras e na Muzema, duas favelas de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

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Originalmente Publicado: 14 de Fevereiro de 2020 às 11:53

Fonte: Google News