Os Estados Unidos aumentaram a aposta em sua batalha contra a Huawei, invocando uma lei tradicionalmente associada ao combate ao crime organizado para acusar a companhia chinesa de se envolver em décadas de roubo de propriedade intelectual.

A acusação de roubo parte de um indiciamento reformulado contendo 16 acusações contra a companhia e vem da “Prática supostamente duradoura da Huawei de usar fraude e trapaça para se apropriar indevidamente de tecnologias sofisticadas pertencentes às suas contrapartes nos Estados Unidos”, de acordo com a procuradoria pública federal dos Estados Unidos em Brooklyn, Nova York.

Os Estados Unidos já haviam proibido o uso de tecnologia da empresa no país e acusado a Huawei de ajudar Pequim em sua espionagem.

A Huawei, por sua vez, acusa o governo dos EUA de orquestrar uma campanha para intimidar seus empregados e de lançar ataques cibernéticos para infiltrar sua rede interna.

Enquanto o caso criminal contra a Huawei avança, o processo contra Meng Wanzhou, sua vice-presidente financeira, continua parado.

Meng acusada de fraudar bancos ao fazer uma apresentação a um dos grandes parceiros bancários de sua companhia e de mentir sobre as transações de negócios da Huawei no Irã, em violação às sanções impostas pelos Estados Unidos.

O processo EUA vs. Huawei Technologies, 18-cr-457, no tribunal distrital federal dos Estados Unidos para o distrito leste de Nova York.

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Originalmente Publicado: 13 de Fevereiro de 2020 às 21:48

Fonte: Uol.com.br