Eu reconheço, e não tenho vergonha de falar, um dos erros foi que não tive interlocução com presidentes de partidos - afirmou, Ramos, admitindo ter dado início a uma rodada de conversas com líderes das legendas, começando por aqueles do chamado centrão - entre os quais Ciro Nogueira, do PP, Gilberto Kassab, do PSD, e Marcos Pereira, do Republicanos -, contrariando uma a das premissas de Bolsonaro no início de seu governo.

Ramos nega, no entanto, que o movimento seja a porta de entrada para a retomada do chamado presidencialismo de coalizão com vistas formação de uma consolidada base de apoio no Congresso.

Embora refute a pecha de conselheiro de Bolsonaro, Ramos diz que, quanto mais a imprensa diz que pode sair do cargo, mais próximo ele fica do presidente.

Nas conversas que o senhor tem tido com presidentes de partidos tem feito um discurso de mea-culpa? De admitir que errou ao não se aproximar deles antes?

A função em que ele estava era chefe do Estado-Maior do Exército, o encarregado de coordenar, acompanhar e verificar tudo o que os departamentos estão fazendo, de engenharia e construção, de pessoal, do serviço militar, ou seja, ministérios.

Não, o que ele diz que não quer com o dinheiro público, que a pessoa faça um filme sobre alguma causa de aborto ou LGBT. Não que ele seja contra, mas ele acha que dinheiro público não para isso.

Estão dizendo para Regina que o presidente mandou proibir o filme do Marighella, que escreveu o Manual do Guerrilheiro Urbano, que orienta matar, sequestrar.

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Originalmente Publicado: 14 de Fevereiro de 2020 às 16:59

Fonte: Globo