Os brasileiros têm mudado seus hábitos alimentares nos últimos anos, diminuindo e até cortando o consumo de carne e de outros alimentos de origem animal.

Em 2018, 30 milhões de pessoas não comiam nenhuma carne no país - em áreas metropolitanas, o percentual de vegetarianos havia saltado de 8%, em 2012, para 16% em 2018, segundo o Ibope.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, mostrou que vegetarianos, veganos e pessoas que comem carne de peixe tiveram 13% menos risco de doenças cardíacas isquêmicas do que os que comem carne vermelha.

Uma alimentação vegetariana e vegana ajuda a reduzir os níveis de colesterol, anti-inflamatória por não haver o consumo de carne vermelha.

O estudo, que acompanhou mais de 48 mil pessoas por 18 anos, apontou, por outro lado, que os vegetarianos apresentaram taxas 20% mais altas de AVC. Os pesquisadores não conseguiram explicar exatamente como uma alimentação sem a presença de carne poderia aumentar o risco de um derrame, mas relataram que outras pesquisas usadas como base do trabalho indicavam o baixo colesterol, assim como menores níveis de vitamina B12 , vitamina D e aminoácidos essenciais como fatores de risco.

Até o indivíduo entender como deve ser seu novo prato, importante que o nutricionista faça a avaliação da quantidade de ferro, cálcio e aminoácidos provenientes da origem vegetal - orienta Luna.

Faidon Magkos, professor associado do Departamento de Nutrição, Exercício e Esportes da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, destaca em sua pesquisa sobre os efeitos da dieta vegana que este grupo de pessoas normalmente fuma menos, ingere menos álcool e se exercita mais, fatores que já contribuem para a melhoria na saúde.

Este artigo foi resumido em 34%

Originalmente Publicado: 28 de Fevereiro de 2020 às 06:00

Fonte: Globo