O ano de 2020 começou mais fraco do que o esperado para o varejo brasileiro, com janeiro mostrando o pior desempenho em um ano, prenunciando perdas mais intensas frente como consequência do fechamento de lojas e comércios devido às medidas de combate ao novo coronavírus.

Em janeiro, o volume de vendas no varejo recuou 1,0% na comparação com o mês anterior, ante expectativa de queda de 0,6% em pesquisa da Reuters e no segundo resultado negativo seguido.

Foi o resultado mais fraco para o setor desde dezembro de 2018, quando as vendas recuaram 2,6%, com perdas disseminadas entre as atividades em janeiro.

O varejo terminou o ano passado com ganhos, mesmo tendo perdido força nos últimos meses, em um ambiente de inflação e juros baixos.

As vendas de Móveis e eletrodomésticos caíram 1,9%, enquanto Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação tiveram perdas de 1,6%. A atividade de Combustíveis e lubrificantes mostrou recuo de 1,4%, e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram queda de 1,2%, com as vendas de Outros artigos de uso pessoal e doméstico perdendo 0,2%. “O recuo em janeiro natural, por conta do rescaldo de datas comerciais do fim do ano, como a Black Friday e o Natal”, explicou Santos.

No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, o volume de vendas aumentou 0,6% em janeiro sobre dezembro, após recuo de 0,8% no mês anterior.

As vendas de veículos, motos, partes e peças registraram crescimento de 8,5%, enquanto Material de construção teve queda de 0,1%. Em 2019, as despesas das famílias cresceram 1,8%, em alta pelo terceiro ano seguido devido melhora do crédito e liberação do FGTS. Esse desempenho ajudou o Produto Interno Bruto a crescer 1,1% no ano, o desempenho mais fraco em três anos.

Este artigo foi resumido em 44%

Originalmente Publicado: 24 de Março de 2020 às 09:10

Fonte: Uol.com.br