RIO - O governo dos Estados Unidos acusou nesta quinta-feira o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de ter colaborado e patrocinado ações de terrorismo e narcotráfico nos últimos 20 anos, incluindo o país numa lista integrada, entre outros, pelo Irã. A acusação foi feita pelo secretário de Justiça americano, William Barr, que informou ainda o pagamento de uma recompensa de US$ 15 milhões para quem colaborar com uma eventual captura de Maduro, acusado de ser “o líder do cartel”.

Barr anunciou ainda uma recompensa de US$ 10 milhões no caso da captura de outros cinco membros do governo chavista, entre eles o deputado da Assembleia Nacional Constituinte e militar reformado Diosdado Cabello, considerado o número 2 da autoproclamada revolução bolivariana.

A ação do governo americano, ainda não comentada pelo Departamento de Estado, indica que o governo americano não pretende suspender as sanções já aplicadas pelo Departamento do Tesouro ao governo venezuelano e a vários de seus funcionários, demanda que o Palácio de Miraflores vinha realizamdo nos últimos dias, em meio pandemia do coronavírus.

Desde 1999, a Venezuela deu refúgio a narcotraficantes, autorizou a operação de barcos e aviões que levavam drogas aos EUA… Maduro o líder do cartel - assegurou Barr, acompanhado na coletiva virtual por outras autoridades do Departamento de Justiça, entre elas Ariana Fajardo Orshan, procuradora-geral do estado da Flórida.

A medida adotada pelo Departamento de Justiça provocou a reação imediata de adversários de Maduro, entre eles o ex-policia Iván Simonovis, exilado nos EUA desde 2018 depois de ter passado 14 anos preso, acusado pelo governo de Hugo Chávez de ser responsável pelas mortes ocorridas horas antes do golpe de Estado de 11 de abril de 2002.

Enquanto isso, os Estados Unidos também alertaram que a pandemia do novo coronavírus uma ameaça Venezuela e região, já que o sistema de saúde do país está em colapso e a maioria da população, sem acesso contínuo água e sabão.

O país vive uma crise política aguda e tem a economia devastada por uma recessão que já dura seis anos, além de sofrer com a hiperinflação e uma tremenda desvalorização da moeda local.

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Originalmente Publicado: 26 de Março de 2020 às 13:06

Fonte: Globo