Já sob o impacto da epidemia do novo coronavírus, o Itaú divulgou na última quarta-feira, 25, uma redução em sua expectativa para a Bolsa, que começou o ano em 130 mil pontos e, agora, foi reduzida para 94 mil pontos.

Para o superintendente de renda variável do Itaú BBA, Marcos Assumpção, o número leva em consideração um cenário com forte isolamento social até meados de abril.

Qual o cenário utilizado para esse número? O nosso cenário hoje de uma obstrução do crescimento, uma recessão muito forte no segundo trimestre, com queda de 9,7% no PIB, com uma recuperação também forte a partir do segundo semestre.

Nesse modelo, qual o tempo de duração dessa crise na economia do Brasil? Para a gente, as restrições serão relativamente curtas no Brasil e devem ser levantadas a partir do segundo trimestre, a partir do meio de abril, para a economia ir lentamente se recuperando no segundo semestre.

O modelo usado pelo Itaú considera uma quarentena dura, como hoje na Espanha, ou um modelo mais afrouxado, com restrições parciais? A gente trabalha com uma quarentena mais forte ao longo das próximas três semanas.

Vendo o histórico de outras epidemias, a quarentena importante para reduzir o ciclo da doença no período mais critico.

Sem essa quarentena mais dura, o que vocês projetam? Em um cenário de maior estresse, sem essa quarentena, você posterga a volta da economia normalidade e o cenário para a Bolsa em 2020 muda.

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Originalmente Publicado: 26 de Março de 2020 às 05:27

Fonte: Terra.com.br