O trabalho mostra que o vírus Sars-CoV-2 já se propagou no país a ponto de apresentar características que o distinguem dos coronavírus introduzidos.

Uma das autoras do trabalho, Ana Tereza Vasconcelos, diz que há entre eles um “Cluster” - um agregado de marcas no genoma que indicam que o vírus introduzido sofreu alterações após chegar ao Brasil.

Eles são do mesmo grupo que sequenciou, também em tempo recorde, o genoma do vírus que infectou o primeiro paciente no Brasil.

O novo sequenciamento só foi possível em tão pouco tempo porque teve ainda o trabalho voluntário de alunos de pós-graduação de laboratórios que sofreram cortes recentes de bolsas da Capes, vinculada ao Ministério da Educação.

O trabalho de sequenciamento foi realizado no LNCC, que tem um dos mais poderosos supercomputadores do Brasil, o Santos Dumont.

O sequenciamento será feito inicialmente no LNCC, que também funcionará como um banco de amostras genéticas de Covid-19.

Até hoje, nenhum trabalho revelou que o novo coronavírus sofreu alguma mutação que o tornasse mais letal.

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Originalmente Publicado: 26 de Março de 2020 às 08:28

Fonte: Globo