Os senadores adiaram a votação do projeto que permite que outros brasileiros possam receber o auxílio emergencial de R$ 600, como caminhoneiros e taxistas.

“Todos nós esperávamos que houvesse a sanção do projeto de lei pelo presidente da República, pela manhã de hoje. Que essa sanção deveria se dar no curso da tarde. Então percebemos, a maioria dos líderes, que seria mais recomendável que o relatório do senador Amin se desse já sob a lei promulgada, a lei sancionada, e, portanto, combinamos - os líderes, em unanimidade -, passarmos esse projeto de lei para a data de amanhã, para termos o projeto de lei e ficar, claro, um trabalho tecnicamente mais adequado”, explicou.

O líder do governo, Fernando Bezerra Coelho, do MDB, respondeu às críticas: “Não fácil, eu só pediria a compreensão. Que não haja dúvida de que o presidente da república, de que seu governo, estão implementados para que as medidas possam chegar o mais rápido possível para o atendimento das famílias brasileiras que estão sendo afetadas pela crise do coronavírus”.

Quem recebe mais que o salário mínimo e tiver a jornada reduzida, juntamente com o salário nestas proporções, o governo vai complementar com um benefício que será calculado com base no seguro desemprego.

O governo também estuda recompor o valor do salário mínimo para o trabalhador que tiver o contrato de trabalho suspenso.

Guedes disse que as pessoas mais vulneráveis que estão em isolamento terão ajuda financeira do governo: “As pessoas que teriam dificuldade de se manter, elas podem obedecer ao isolamento do ministro Mandetta, porque elas terão aí R$ 200 bilhões. Que algo, para vocês terem ideia, R$ 800 bilhões o que a gente ia retirar de privilégios da previdência em dez anos. Nós injetamos isso na economia em três semanas e meia. uma quantidade formidável de recursos. um amparo formidável sociedade brasileira, do ponto de vista de recursos, e nós estamos dizendo que podemos avançar mais”.

O ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega disse que as medidas são boas, mas precisam ser implementadas com urgência: “Quanto mais demora nessas medidas, mais as empresas vão ficar asfixiadas. Isso como um corpo humano sem capacidade de respirar, termina morrendo. Muitas empresas estão consumindo o seu caixa e vão ficar sem condições de operar. Eu acho que preciso muita rapidez para chegar com essas medidas ao mercado”.

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Originalmente Publicado: 31 de Março de 2020 às 22:03

Fonte: Globo