BRASÍLIA - Em nota imprensa, o procurador-geral da República, Augusto Aras rebateu a declaração do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro revista “Veja” na qual ele disse que a requisição de abertura de inquérito feita por Aras o apontava como possível responsável por calúnia.

Aras disse que o requerimento foi “técnico” e não tinha “Caráter intimidatório” e que “Ninguém está acima da Constituição”.

Em entrevista “Veja”, Moro criticou os termos nos quais Aras pediu a abertura de inquérito para apurar as suspeitas levantadas pelo ex-ministro de que o presidente Jair Bolsonaro teria tentado praticar ingerência política na Polícia Federal.

“Entendi que a requisição de abertura desse inquérito que me aponta como possível responsável por calúnia e denunciação caluniosa foi intimidatória. Dito isso, quero afirmar que estou disposição das autoridades” - disse Moro revista.

“A petição de inquérito apenas narra fatos e se contém nos limites do exercício das prerrogativas do Ministério Público, sem potencial decisório para prender, conduzir coercitivamente, realizar busca e apreensão, atos típico de juízes - e, só por isso, não tem caráter intimidatório. O procurador-geral da República, Augusto Aras, reitera que não aceita ser pautado ou manipulado ou intimidado por pessoas ou organizações de nenhuma espécie. Ninguém está acima da Constituição”, disse um trecho da nota.

A polêmica em torno do tom do requerimento se deu porque o documento que pedia a abertura de inquérito mencionava a possibilidade de, caso as acusações feitas por Moro não fossem comprovadas, haveria a possibilidade de que ele fosse responsabilizado por calúnia.

Na quinta-feira, Aras enviou um ofício ao relator do inquérito que apura o caso denunciado por Moro, Celso de Mello, informando que designou três procuradores da República para tomarem os depoimentos do ex-ministro: João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, Antonio Morimoto e Hebert Reis Mesquita.

Este artigo foi resumido em 38%

Originalmente Publicado: 1 de Maio de 2020 às 11:21

Fonte: Globo