A Ubisoft confirmou que Assassin's Creed Valhalla, o próximo grande título da série, contará com dois protagonistas jogáveis — um masculino e um feminino — e ambos são considerados igualmente canônicos para a história do jogo. A informação foi revelada durante as primeiras demonstrações do jogo para a imprensa, gerando ampla discussão entre fãs e críticos.
A confirmação da canonicidade
Diferente de edições anteriores da franquia, onde o protagonista tinha uma identidade fixa e estabelecida — como Altair, Ezio ou Connor —, Assassin's Creed Valhalla introduz uma abordagem inédita: o jogador pode escolher livremente entre duas versões do mesmo personagem, Eivor, sem que isso comprometa a continuidade da narrativa. A Ubisoft fez questão de ressaltar que ambas as versões são canônicas, ou seja, fazem parte oficialmente da história da série.
Essa decisão representa uma evolução em relação ao tratamento dado a Assassin's Creed Odyssey, onde Kassandra era considerada a protagonista canônica, apesar de o jogo permitir jogar com Alexios. Em Valhalla, a desenvolvedora optou por uma abordagem mais equilibrada, integrando a escolha diretamente à mitologia da série.
Como funciona a escolha
Na prática, o jogador pode selecionar o gênero de Eivor no início do jogo e, caso deseje, alternar entre as duas versões durante a partida. A opção de alternância está disponível a qualquer momento, permitindo que o jogador experimente ambas as perspectivas sem precisar recomeçar o jogo.
A interface do jogo foi projetada para acomodar essa escolha de forma fluida. As cenas cinematográficas se adaptam automaticamente ao gênero selecionado, e os diálogos são ajustados conforme a versão de Eivor que está sendo utilizada. A história principal, no entanto, permanece idêntica independentemente da escolha, garantindo que todos os jogadores tenham a mesma experiência narrativa central.
A explicação do Animus
A justificativa para a existência de duas versões canônicas de Eivor está diretamente ligada ao Animus, a tecnologia que permite reviver memórias genéticas. Segundo a equipe de desenvolvimento, o DNA de Eivor contém informações genéticas conflitantes, e o Animus não consegue determinar com precisão qual versão é a "verdadeira". Cabe, então, ao jogador — ou ao próprio Animus — interpretar essas memórias da forma que fizer mais sentido.
Essa explicação não é apenas uma solução técnica, mas também um elemento narrativo que se integra à tradição da série. Desde os primeiros jogos, o Animus é apresentado como uma máquina que interpreta dados genéticos, e imperfeições nessa interpretação já foram usadas para justificar mecânicas de jogo no passado. Em Valhalla, essa abordagem atinge um novo patamar ao ser incorporada diretamente à história principal.
Repercussão entre os fãs
A notícia foi recebida de forma majoritariamente positiva pela comunidade de jogadores. Muitos elogiaram a Ubisoft por permitir a escolha sem impor uma versão "oficial" sobre a outra, algo que havia gerado controvérsia em Odyssey. A possibilidade de alternar entre os protagonistas durante a partida também foi destacada como um ponto positivo, oferecendo maior flexibilidade e rejogabilidade.
Críticos especializados apontaram que a decisão reflete uma tendência mais ampla na indústria dos jogos eletrônicos, onde cada vez mais títulos oferecem opções de personalização de gênero e identidade. No caso de uma franquia com forte componente narrativo como Assassin's Creed, a abordagem de Valhalla foi vista como um passo importante para equilibrar liberdade do jogador e integridade da história.
Contexto na série
Assassin's Creed Valhalla é o décimo segundo título principal da franquia e sucede Assassin's Creed Odyssey (2018) e Assassin's Creed Origins (2017). O jogo se passa no século IX, durante a Era Viking, e acompanha Eivor, um guerreiro que lidera seu clã da Noruega para a Inglaterra em busca de novas terras e recursos.
O combate foi reformulado para refletir o estilo de luta dos vikings, com ênfase em armas de duas mãos, escudos e ataques brutais. O sistema de progressão foi simplificado em relação aos jogos anteriores, e o mundo aberto promete ser um dos maiores já criados pela série.
A abordagem dual de protagonistas é apenas uma das várias novidades que Valhalla traz para a franquia. O jogo também introduz mecânicas de gerenciamento de assentamento, alianças políticas e invasões em grande escala, elementos que prometem aprofundar a experiência de imersão no período histórico retratado.
Principais pontos sobre os protagonistas
- Ambos os protagonistas de Assassin's Creed Valhalla são canônicos
- O jogador pode escolher entre Eivor masculino ou feminino no início do jogo
- É possível alternar entre as duas versões durante a partida
- A história principal não muda conforme o gênero escolhido
- O Animus é a justificativa narrativa para a existência de duas versões
- A decisão foi bem recebida pela comunidade de fãs
Perguntas frequentes
É possível jogar com ambos os protagonistas na mesma partida?
Sim. O jogador pode alternar entre as versões masculina e feminina de Eivor a qualquer momento durante o jogo, sem necessidade de recomeçar.
A escolha do protagonista afeta o final do jogo?
Não. A narrativa principal é a mesma para ambas as versões, com adaptações nos diálogos conforme o gênero selecionado.
Qual versão de Eivor é a "verdadeira" segundo a história?
Ambas. A Ubisoft confirmou oficialmente que tanto o Eivor masculino quanto o feminino são canônicos, e a explicação do Animus justifica essa dualidade dentro da própria narrativa do jogo.
Assassin's Creed Valhalla permite personalizar a aparência do protagonista?
Sim. Além da escolha de gênero, o jogo oferece opções de personalização visual, incluindo cabelo, barba, tatuagens e pinturas de guerra, que podem ser alteradas ao longo da aventura.