O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, vai prestar depoimento neste sábado na Polícia Federal, em Curitiba.

Moro será questionado sobre as acusações de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir no trabalho da PF e em inquéritos relacionados a familiares.

Nesta quinta-feira Celso de Mello determinou que Moro fosse ouvido em 5 dias, atendendo a pedido de parlamentares.

O inquérito foi autorizado pelo STF e vai investigar se as acusações de Moro são verdadeiras.

Mensagens trocadas pelo ex-ministro e reveladas pelo Jornal Nacional mostram que a deputada federal Carla Zambelli tentou convencer Moro a permanecer no cargo, em meio polêmica envolvendo a troca de comando da Polícia Federal.

A parlamentar se ofereceu para tentar convencer o presidente da República a indicá-lo para uma vaga de ministro do STF. Moro deixou o governo após Bolsonaro ter demitido o delegado Maurício Valeixo do comando da PF. O pedido de redução do prazo para que Moro fosse ouvido foi enviado ao STF na tarde de quinta-feira por três parlamentares: o senador Alessandro Vieira e os deputados Tabata Amaral e Felipe Rigoni.

“A gravidade das acusações dirigidas ao presidente da República, em nosso entendimento, somada grave crise política pela qual atravessa o país, leva a crer que o prazo de 60 dias para a realização da diligência em tela pode se demonstrar excessivo, mormente porque o prolongamento da crise política resulta em prejuízos para o combate às concomitantes crises na Saúde e na Economia. Nesse sentido, a elasticidade do prazo concedido pode redundar em iminente risco de perecimento das provas”, argumentaram os congressistas.

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Originalmente Publicado: 1 de Maio de 2020 às 19:44

Fonte: Globo