A desavença entre Sergio Moro e Jair Bolsonaro um desses conflitos que precisam ser levados às últimas consequências.

Até ontem, Moro e Bolsonaro coabitavam o mesmo governo.

Bolsonaro exaltava os serviços prestados ao país pelo “Patriota” Moro.

Em entrevista Veja, Moro disse ter detectado um descompromisso de Bolsonaro com o combate corrupção.

Ele empilhou evidências: o esvaziamento do Coaf, o descaso com o pacote anticrime, a sanção do juiz de garantias, o namoro com o centrão e, finalmente, a “Gota d’água”: a demissão de Maurício Valeixo do comando da PF. Moro foi condescendente com o ex-chefe.

Absteve-se de citar Flávio Bolsonaro e a rachadinha, o repasse do amigo Fabrício Queiroz para a primeira-dama Michelle, os ministros encrencados com a lei que permanecem na Esplanada.

Entretanto, quem observa a movimentação desapaixonadamente se pergunta: por que o ex-juiz passou um ano e quatro meses engolindo sapos? Por que demorou tanto tempo para regurgitar os batráquios? algo tão esquisito quanto a descoberta de Bolsonaro de que lidava com um ministro mentiroso.

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Originalmente Publicado: 2 de Maio de 2020 às 00:46

Fonte: Uol.com.br