Até a noite do dia 2 de maio de 2020, o Brasil havia registrado 96.559 casos confirmados de coronavírus e 6.750 mortes pela doença, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde e compilados pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual O Globo faz parte.

Os números colocavam o Brasil como um dos países com o maior número de casos no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. O estado de São Paulo concentrava o maior número de ocorrências, seguido pelo Rio de Janeiro e Ceará.

A taxa de letalidade da doença no país era de aproximadamente 7%, um número que preocupava as autoridades de saúde, já que a média global girava em torno de 5% naquele período. A subnotificação de casos, causada pela baixa capacidade de testagem, ainda era um desafio significativo.

Medidas de isolamento social haviam sido adotadas pela maioria dos estados, mas o relaxamento da quarentena já começava a ser discutido em algumas regiões, gerando um debate acalorado entre governadores, prefeitos e o governo federal. A busca por leitos de UTI, respiradores e equipamentos de proteção individual (EPIs) ainda era uma realidade diária nos hospitais públicos e privados do país.

No cenário internacional, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertava para o crescimento acelerado de casos na América Latina. A pressão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) era crescente, com taxas de ocupação de leitos de UTI próximas de 100% em diversas capitais.

A curva de contágios seguia em ascendente, indicando que o pior da pandemia ainda estava por vir.

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