O Ministério da Saúde divulgou novo balanço da pandemia de coronavírus no Brasil neste domingo (3). O país chegou a 7.321 mortes e 107.780 casos confirmados da doença. Os números refletem os dados enviados pelas secretarias estaduais de saúde.

O boletim epidemiológico mostra um aumento significativo no número de casos em relação ao início da pandemia. São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Amazonas estavam entre os estados com maior número de registros. A ocupação de leitos de UTI em várias capitais brasileiras já ultrapassava 80% na época, gerando preocupação com um possível colapso do sistema de saúde.

Medidas de isolamento social foram implementadas em diferentes graus pelos governos estaduais. O governo federal anunciou medidas de auxílio emergencial para trabalhadores informais e famílias de baixa renda, com o objetivo de mitigar os impactos econômicos da crise sanitária. O auxílio de R$ 600 começou a ser pago, beneficiando milhões de brasileiros.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertava para o risco de colapso dos sistemas de saúde na América Latina. O Brasil seguia em ritmo acelerado de contágio, com especialistas projetando semanas críticas pela frente. O país realizava campanhas de testagem e buscava ampliar a capacidade de atendimento.

Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde serviram de base para a tomada de decisões dos governos estaduais e municipais. A ciência e a medicina brasileira se mobilizavam para entender o comportamento do vírus e buscar tratamentos eficazes, enquanto a população se adaptava ao novo normal do distanciamento social e uso de máscaras.

No mundo, a pandemia já ultrapassava a marca de 3 milhões de casos, com os Estados Unidos, Espanha, Itália, Reino Unido e França como os países mais afetados naquele momento. A curva de contágio no Brasil seguia uma trajetória ascendente, diferente de alguns países europeus que já registravam queda no número de novos casos.

A letalidade da doença e a taxa de mortalidade por milhão de habitantes eram monitoradas de perto por autoridades sanitárias. No Brasil, a subnotificação de casos e a falta de testes em larga escala eram desafios apontados por especialistas.