O Ministério da Saúde anunciou no último sábado (2) o cancelamento do “Dia D” de vacinação contra a gripe, que estava previsto para o dia 9 de maio em todo o Brasil. A decisão, tomada em parceria com as secretarias estaduais e municipais de saúde, tem como objetivo evitar aglomerações nos postos de vacinação durante a pandemia do novo coronavírus. A campanha nacional de imunização, porém, segue ativa e a população pode procurar as unidades de saúde para receber a dose durante a semana.

O “Dia D” é uma estratégia tradicional do Ministério da Saúde para intensificar a vacinação contra a gripe em um único sábado, com horário estendido e mutirões em todo o território nacional. Em anos anteriores, a ação mobilizou milhões de pessoas e ajudou a atingir as metas de cobertura vacinal. Com a pandemia de COVID-19, no entanto, a realização de um evento de grande porte representaria risco sanitário.

A campanha deste ano foi antecipada para o mês de março, antes do previsto, justamente para proteger os grupos mais vulneráveis antes do inverno. O Ministério da Saúde já distribuiu milhões de doses da vacina contra a gripe para todas as regiões do país.

Grupos prioritários da campanha

A meta do governo é vacinar pelo menos 90% de cada grupo prioritário. Podem se vacinar gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS):

  • Idosos a partir de 60 anos
  • Profissionais da saúde
  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
  • Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto)
  • Pessoas com comorbidades (doenças crônicas como diabetes, hipertensão, obesidade, asma, entre outras)
  • Professores das redes pública e privada
  • Profissionais das forças de segurança e salvamento
  • Funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade

A vacinação foi organizada em etapas para evitar filas e aglomerações. A primeira fase atendeu idosos e profissionais da saúde; a segunda, professores e pessoas com comorbidades; as demais, os outros grupos definidos pelo PNI.

Importância da vacinação contra a gripe na pandemia

A vacina contra a gripe é segura e eficaz na prevenção de casos graves da doença. Ela não protege contra o coronavírus, mas reduz a pressão sobre o sistema de saúde ao diminuir o número de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Por isso, mesmo durante a pandemia, a vacinação é considerada essencial pelas autoridades de saúde.

A coincidência de sintomas entre a gripe e a COVID-19 poderia sobrecarregar ainda mais os serviços de saúde. Ao se vacinar contra a gripe, a pessoa reduz a chance de desenvolver um quadro respiratório que exija testagem e isolamento, ajudando a diferenciar as doenças e preservar os recursos hospitalares.

Além disso, a vacinação em massa contra a gripe evita que os hospitais fiquem lotados com casos evitáveis, liberando leitos para pacientes com COVID-19 e outras emergências.

Como ficou a vacinação após o cancelamento do Dia D

Com o cancelamento do Dia D, as secretarias municipais passaram a organizar a vacinação de forma escalonada, agendando horários e evitando filas. Algumas cidades adotaram o sistema de drive-thru e agendamento online para garantir o distanciamento social. A orientação é que a população entre em contato com a unidade de saúde mais próxima para verificar os horários de funcionamento.

A decisão do Ministério da Saúde foi bem recebida por especialistas, que apontam a necessidade de adaptar as campanhas de vacinação ao contexto da pandemia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os países mantenham os serviços essenciais de imunização, mas adotem medidas para reduzir o risco de transmissão do novo coronavírus.

A vacinação contra a gripe segue sendo a melhor forma de se proteger contra o vírus Influenza. Todos os anos, o vírus sofre mutações e a vacina é atualizada para conferir proteção contra as cepas circulantes. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) é referência mundial em campanhas de vacinação.

A campanha de 2020 se estendeu até o mês de junho e, mesmo com o cancelamento do Dia D, o Brasil conseguiu atingir boa parte da meta de cobertura vacinal, graças ao esforço das equipes de saúde e à conscientização da população.

Perguntas Frequentes

Por que o Dia D foi cancelado?

O “Dia D” foi cancelado para evitar aglomerações e reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus durante a pandemia. A decisão foi alinhada entre o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais.

A vacinação contra a gripe foi suspensa?

Não. A campanha de vacinação continua normalmente nos postos de saúde. O cancelamento foi apenas do “Dia D”, que era um dia de mobilização nacional com horário estendido.

Quem pode se vacinar?

Podem se vacinar os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde: idosos a partir de 60 anos, profissionais de saúde, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas com comorbidades (doenças crônicas), professores, forças de segurança e salvamento, e funcionários do sistema prisional.

É necessário agendar a vacinação?

Em algumas cidades, sim. Recomenda-se entrar em contato com a unidade de saúde para verificar se há necessidade de agendamento e quais os horários de funcionamento.

A vacina contra a gripe protege contra o COVID-19?

Não. A vacina contra a gripe protege contra os vírus Influenza, enquanto a vacina contra a COVID-19 foi desenvolvida separadamente. Ambas são importantes para a saúde pública.

Até quando posso me vacinar?

A campanha de vacinação contra a gripe teve início em março e se estendeu até 30 de junho de 2020, mas a vacina pode estar disponível em alguns postos após esse prazo enquanto durarem os estoques.

Posso tomar a vacina se estou com sintomas de COVID-19?

Recomenda-se adiar a vacinação até a recuperação completa, especialmente em casos de síndrome gripal, para evitar confusão diagnóstica e proteger os profissionais de saúde.