Entidade afirmou também que governos precisam ampliar capacidade para isolar os casos confirmados de coronavírus.

Os países devem priorizar os testes de populações mais vulneráveis - os mais pobres, com mais dificuldade para manter distanciamento físico, minorias e indígenas - para evitar que a pandemia de coronavírus agrave a desigualdade socioeconômica, afirmou nesta segunda Michael Ryan, diretor-executivo da Organização Mundial da Saúde.

Dados do Reino Unido e do Brasil sugerem que o impacto do coronavírus sobre os mais pobres seja maior e mais duradouro que sobre os mais ricos.

“Falhar na identificação e no tratamento da doença nos lugares mais vulneráveis não apenas injusto mas também perigoso, pois leva a erros no conhecimento sobre a doença, fundamental para basear as estratégias de combate”, disse Ryan.

Maria van Kerkhove, líder técnica da entidade, afirmou que os governos precisam também ampliar sua capacidade para isolar os casos confirmados de coronavírus e os suspeitos -o que, em caso de comunidades em que o distanciamento difícil, pode exigir instalações especiais.

“Se os casos conhecidos são tratados e isolados, eles deixam de transmitir a doença. E, se seus contatos entram em quarentena, também não há risco de que contagiem outras pessoas sem saber que estão com o vírus”, afirmou ela.

Segundo os especialistas da OMS, a única forma de reduzir os danos da pandemia quebrar a cadeia de transmissão, e, para isso, preciso uma estratégia eficaz de testes, rastreamento e quarentena.

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Originalmente Publicado: 4 de Maio de 2020 às 19:42

Fonte: Otempo.com.br