Amigos e escritores destacam a qualidade do texto e a criatividade do contista, que morou 12 anos em Belo Horizonte, cidade que exerceu papel decisivo em sua formação.

A morte do escritor Sérgio Sant’Anna, vítima da Covid-19, na madruada deste domingo foi muito lamentada no meio literário mineiro.

Para o escritor e jornalista Humberto Werneck, Sérgio foi mais que um grande escritor e um dos ficcionistas mais finos que o país teve nas últimas décadas: “Foi também um caso exemplar - e raro - de integridade artística e de fidelidade literatura”.

Werneck e o amigo se conheceram em meados dos anos 1960, quando o carioca passou uma temporada em BH. Ao todo, Sérgio morou na capital mineira por 12 anos, e a cidade teve papel decisivo em sua formação literária, a ponto de ele dizer, em entrevistas, que não se tornaria escritor se não tivesse morado em BH. “Em seus começos, de que fui testemunha, ele esteve hesitante, sinal de que não lhe interessava o brilho fácil. Mas quando finalmente se decidiu, fez da literatura o centro de sua vida, e dessa missão prioritária nunca mais se afastou”, conta Werneck.

“Ele publicou cada livro melhor que o outro, foi um dos destaques da chamada ‘Geração do Suplemento’. Fica para mim o grande ficcionista, que realmente ocupava um lugar de referência, estava no nível do Dalton Trevisan e do Luiz Vilela”, diz Jaime.

O gestor cultural e escritor Afonso Borges lamenta a sequência de mortes que tem se abatido sobre a área cultural devido Covid-19.

“Ele sinônimo de moderno, de surpresa boa. Um mestre dos contos que nos deixa livros incríveis. Perdemos uma referência de qualidade de texto do ponto de vista literário”, diz Borges.

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Originalmente Publicado: 10 de Maio de 2020 às 17:55

Fonte: Otempo.com.br