BRASÍLIA - Eleito para comandar o Tribunal Superior Eleitoral a partir do fim deste mês, o ministro Luis Roberto Barroso afirmou hoje que unificar as eleições municipais e nacionais traria um “Inferno gerencial” ao TSE. O ministro já afirmou em diversas ocasiões ser contra o adiamento das eleições municipais para 2022, o que coincidiria com o pleito para a escolha de representantes no âmbito nacional.

Segundo Barroso, o consenso no TSE de evitar prorrogação de mandatos, mas, caso seja necessário adiar as eleições por causa da pandemia do novo coronavírus, que seja pelo “mínimo inevitável”.

Durante uma transmissão ao vivo promovida pela Academia Brasileira de Direito Constitucional, o ministro também avaliou que a unificação seria “Extremamente confusa” para o eleitor, além de levar a uma sobreposição dos debates nacionais e locais.

Eleições: Grupo de trabalho do TSE diz que ainda possível realizar o pleito em 2020.

Qualquer uma das duas hipóteses ruim, sem mencionar o inferno gerencial que seria essa coincidência para o TSE. Nós já estimamos 750 mil candidatos para as eleições agora de 2020, somente para as eleições municipais.

Se nós somarmos a esse número os milhares de candidatos das eleições para presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e vereador nós estaremos criando uma dificuldade muito grande para o processo eleitoral - pontuou o ministro.

O ministro também voltou a dizer que qualquer decisão para adiamento das eleições deve passar pelo Congresso, já que seria necessário uma alteração Constituição, que prevê eleições no primeiro domingo do mês de outubro a cada quatro anos.

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Originalmente Publicado: 11 de Maio de 2020 às 12:28

Fonte: Globo