A América do Sul se tornou o novo epicentro da pandemia do novo coronavírus, disse o diretor do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira.

“A maioria dos casos da região de São Paulo, mas também Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas, Pernambuco estão sendo afetados. Mas em termos de taxas de ataque, as mais altas estão, na verdade, no Amazonas: cerca de 490 pessoas infectadas para cada 100 mil habitantes, que uma taxa de ataque bem alta”, disse Ryan.

Como a OMS deixou claro, o Brasil o país que mais influenciou na mudança do epicentro da pandemia, mas não o único onde a situação tem se agravado.

O aumento exponencial do total de casos nos últimos dias fez o país superar Espanha, Itália e Reino Unido e se tornar o terceiro do mundo com mais infecções, atrás apenas da Rússia e dos Estados Unidos, que têm 318 mil e 1,58 milhão de casos respectivamente.

A pandemia levou a um rápido aumento da ocupação de leitos de unidades de tratamento intensivo dos hospitais, e, em capitais como Manaus, Belém e Natal, o sistema de saúde público entrou em colapso - o que levou a ações emergenciais, como abertura de novos leitos e de hospitais de campanha para conseguir dar conta da demanda.

O presidente também se manifestou diversas vezes contra as medidas de isolamento social adotadas pelos governos estaduais, um tema que foi motivo de divergência e atrito com o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que deixou em 16 de abril.

Um dos motivos seria a insistência de Bolsonaro de recomendar o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes sem haver comprovação científica de que essas substâncias são seguras e eficazes.

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Originalmente Publicado: 22 de Maio de 2020 às 18:17

Fonte: Bbc.com