No entanto, uma pesquisa publicada na revista científica sobre medicina The Lancet com 96 mil pacientes aponta que o uso dos medicamentos não apresenta eficácia no tratamento da COVID-19.

Os cientistas compararam os resultados de 1.868 pessoas que receberam apenas cloroquina, 3.016 que receberam só hidroxicloroquina, 3.783 que tomaram a combinação de cloroquina e macrólidos, que uma classe de antibióticos, e mais 6.221 pacientes com hidroxicloroquina e macrólidos.

O grupo de controle, que não recebeu o medicamento, foi formado por 81.144 pacientes e servem apenas para comparação com os que receberam a medicação.

Ao final do período 7.530 pessoas - que equivalem a 9,3% do total - do grupo de controle haviam morrido, o que representa uma taxa de uma a cada onze pacientes.

Os pesquisadores revelaram ainda que os pacientes que receberam o tratamento apresentaram um risco maior de sofrer uma arritmia cardíaca, sendo que a maior taxa foi observada em pacientes que receberam a hidroxicloroquina em combinação com os antibióticos: foram 502 pessoas em um grupo de 6.221, o que equivale a 8% destas.

“Este o primeiro estudo em larga escala a encontrar evidências robustas estatisticamente de que o tratamento com cloroquina ou hidroxicloroquina não traz benefícios a pacientes com Covid-19”, disse Mandeep Mehra, líder da pesquisa e diretor do Brigham and Women’s Hospital Center for Advanced Heart Desease, em Boston, nos Estados Unidos.

Portanto, por enquanto, não há comprovação de que a cloroquina ou a hidroxicloroquia sejam eficazes no combate COVID-19.

Este artigo foi resumido em 58%

Originalmente Publicado: 22 de Maio de 2020 às 17:16

Fonte: Tudocelular.com