“A gente tá perdendo a luta pela liberdade. isso que o povo tá gritando. Não tá gritando pra ter mais Estado, pra ter mais projetos, pra ter mais… o povo tá gritando por liberdade, ponto. Eu acho que isso que a gente tá perdendo, tá perdendo mesmo. A ge… o povo tá querendo ver o que me trouxe até aqui. Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF”, disse ele, como mostra a gravação da reunião, cujo sigilo foi suspenso nesta sexta-feira por Celso de Mello, um dos ministros do Supremo.

“Constatei, casualmente, a ocorrência de aparente prática criminosa, que teria sido cometida pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, que, no curso da reunião ministerial realizada em 22/04/2020, no Palácio do Planalto, assim se pronunciou em relação aos Ministros do Supremo Tribunal Federal.”

No vídeo, que o Planalto resistiu em entregar ao Supremo sob o argumento de que o encontro tratou de “Assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado, inclusive de relações exteriores”, Weintraub também disse que enfrenta “Um monte de processo aqui no Comitê de Ética da Presidência”.

“Eu vim aqui pra lutar, eu luto e me ferro. Eu tô com um monte de processo aqui no Comitê de Ética da Presidência. Eu sou o único que levou processo aqui. Isso um absurdo. O que tá acontecendo aqui no Brasil; a gente tá conversando com quem a gente tinha que lutar. A gente não tá sendo duro o bastante contra os privilégios, com o tamanho do Estado. Odeio o partido comunista. Ele tá querendo transformar a gente numa colônia”, afirmou o ministro da Educação, que ainda fez críticas a “Esse negócio de povos e privilégios”.

Quer que o recorte seja dos trechos que tratam da atuação da Polícia Federal, da “Segurança”, do Ministério da Justiça, da Agência Brasileira de Inteligência e da alegada falta de informações de inteligência das agências públicas.

24 de abril, manhã: Sergio Moro se demite do cargo de Ministro da Justiça, e diz que Jair Bolsonaro interferiu na PF ao demitir o então diretor-geral do órgão, Maurício Valeixo, e insistir na troca do comando da PF no Rio de Janeiro.

24 de abril, tarde: Jair Bolsonaro faz pronunciamento cercado pela maioria de seus ministros e diz que Moro propôs aceitar demissão de diretor da PF se fosse indicado ministro do STF. O presidente nega interferência mas diz que pedia a Moro, e nunca obteve, um relatório diário das atividades da PF para poder tomar decisões de governo.

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Originalmente Publicado: 22 de Maio de 2020 às 17:30

Fonte: Globo