Na quarta-feira, o governo permitiu a prescrição da cloroquina para casos leves da covid-19, mesmo após diversos estudos terem mostrado que o medicamento não eficaz para tratar a doença.

“A população vai começar a pedir para o médico. Caberá a ele explicar que não tem eficácia comprovada e talvez não seja a melhor opção”, disse o presidente da Associação Paulista de Medicina, José Luiz Gomes da Costa.

“Temos batido muito nessa tecla de falar que não há evidências para casos pouco sintomáticos. A gente vem falando isso há muitas semanas e agora vem o protocolo que a gente não concorda. A pressão sempre virá na direção de quem prescreve.”

“Tem de ficar claro que não foi nota técnica, não tornou obrigatório. uma orientação, que as sociedades médicas já disseram que não apoiam.”

“Tem de saber receitar a dose adequada. O problema que a cloroquina um medicamento barato e não interessa para a indústria. Querem queimar para lançar um mais caro.”

O presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias, Sergio Mena Barreto, acredita que a orientação não mudará a compra da cloroquina.

“No início da pandemia, houve corrida pelo medicamento e faltou. Mas desde que a Anvisa definiu que precisa de receita controlada freou a compra. Esse panorama só vai mudar se os médicos começarem a receitar muito mais.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Originalmente Publicado: 22 de Maio de 2020 às 07:55

Fonte: Uol.com.br