O presidente Jair Bolsonaro olhou para o lado em que está sentado o então ministro Sergio Moro ao falar em “Interferir” durante a reunião ministerial de 22 de abril.

“E me desculpe, o serviço de informações nosso, todos, uma … são uma vergonha, uma vergonha! Que eu não sou informado! E não dá pra trabalhar assim. Fica difícil. Por isso, vou interferir! E ponto final, pô! Não ameaça, não uma … extrapolação da minha parte. uma verdade. Como eu falei, né? Dei os ministérios pros senhores. O poder de veto. Mudou agora. Tem que mudar, pô.” Moro estava esquerda de Bolsonaro.

Bolsonaro em trecho de vídeo da reunião ministerial olha em direção Moro; direita, a posição do ministro em relação ao presidente - Foto: Reprodução e Marcos Corrêa/PR. Bolsonaro já disse publicamente que a interferência dizia respeito, na verdade, necessidade de trocar a segurança da sua família no Rio, e não troca na Polícia Federal.

Mas, até o dia em que foi promovido, o general Sá Correa era diretor do Departamento de Segurança Presidencial, cargo que ocupava desde o começo do ano passado.

24 de abril, manhã: Sergio Moro se demite do cargo de Ministro da Justiça, e diz que Jair Bolsonaro interferiu na PF ao demitir o então diretor-geral do órgão, Maurício Valeixo, e insistir na troca do comando da PF no Rio de Janeiro.

24 de abril, tarde: Jair Bolsonaro faz pronunciamento cercado pela maioria de seus ministros e diz que Moro propôs aceitar demissão de diretor da PF se fosse indicado ministro do STF. O presidente nega interferência mas diz que pedia a Moro, e nunca obteve, um relatório diário das atividades da PF para poder tomar decisões de governo.

14 de maio: Divulgada a íntegra da troca de mensagens entre Moro e Zambelli; deputada diz a Moro que Bolsonaro ‘vai cair se o sr.

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Originalmente Publicado: 22 de Maio de 2020 às 22:36

Fonte: Globo