BRASÍLIA - Ao comentar o teor do vídeo da sua reunião ministerial, o presidente Jair Bolsonaro admitiu na noite desta sexta-feira que temia uma operação de busca e apreensão contra seus filhos e citou preocupação em estar sendo perseguido pelo governador do Rio Wilson Witzel.

Em entrevista rádio Jovem Pan na noite desta sexta, Bolsonaro acrescentou que o “Sistema particular” de informações que ele citou durante a reunião ministerial formado por conhecidos dele.

O que meu serviço de informações particular? o sargento do batalhão do Bope do Rio de Janeiro, o capitão do grupo de artilharia lá de Fortaleza, o policial civil que tá em Manaus, meu amigo que tá na reserva e me traz informação da fronteira.

Este meu serviço de informação particular que funciona melhor do que este que eu tenho oficialmente, que não traz informação.

Um dos filhos de Bolsonaro, o hoje senador Flávio Bolsonaro, investigado pelo Ministério Público do Estado do Rio sob suspeita de um esquema de rachadinha que funcionaria em seu gabinete na época em que era deputado estadual.

A declaração também confirma declaração feita por Bolsonaro no vídeo da reunião de que tinha um sistema paralelo de informações, que funcionaria melhor do que os órgãos oficiais.

“Não cabe também ao Ministro da Justiça obstruir investigações da Justiça Estadual, ainda que envolvam supostos crimes dos filhos do Presidente. As únicas buscas da Justiça Estadual que conheço deram-se sobre um filho e um amigo em dezembro de 2019 e não cabia a mim impedir”, disse.

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Originalmente Publicado: 23 de Maio de 2020 às 00:39

Fonte: Globo