Disse que: “o Brasil está atônito com o nível da reunião ministerial. Palavrões, ofensas e ataques a governadores, prefeitos, parlamentares e ministros do Supremo, demonstram descaso com a democracia, desprezo pela nação e agressões institucionalidade da presidência da República. E que lamentável exemplo em meio maior crise de saúde da história do país e diante de milhares de vítimas”.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, do PSDB, que também foi atacado na reunião, disse que os insultos do presidente transformam “a solenidade de uma reunião de ministério em uma conversa de malandros de esquina. Quebra a liturgia do cargo, vulgariza a instituição que deveria saber honrar, exibe despreparo e me põe a questionar todos os presentes. Como um ministro pode, sem se desmoralizar, conviver com uma pessoa dessa baixa extração? Que tempos, que costumes”.

O governador do Rio, Wilson Witzel, publicou em rede social que “a falta de respeito de Bolsonaro pelos poderes atinge a honra de todos. Sinto na pele seu desapreço pela independência dos poderes e espero que, num futuro breve, o povo brasileiro entenda que, do que ele me chama, essencialmente como ele próprio se vê”. O governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB, disse que “Na forma e no conteúdo, a tal reunião ministerial revela um repertório inacreditável de crimes, quebras de decoro e infrações administrativas, além de uma imensa desmoralização e perda de legitimidade desse tipo de gente no comando da nossa nação”.

Já a deputada Caroline de Toni, do PSL, disse que o “vídeo mostra o presidente Jair Bolsonaro indignado com o estado de coisas que se instalou no país, com a iminência do comunismo, sua preocupação com o povo, com as liberdades”.

As bancadas dos partidos de oposição disseram que “a reunião ministerial revela a total desconexão do governo com o combate pandemia, que em nenhum momento fator de preocupação para o presidente e seus ministros. Além disso, fica claro o baixo nível dos integrantes do atual governo. Como bárbaros, jogam a República no caos, desrespeitam as leis, as instituições e ignoram a Constituição; e que indica a tentativa de formação de milícias em defesa de um projeto antinacional e antidemocrático”.

“Xingamentos, palavrões, baixaria. Mais parece uma briga acalorada de botequim que uma reunião do presidente com ministros. Esse o enredo do vídeo que veio a público. Entretanto, dentro do campo jurídico, ainda fica interrogações se o presidente realmente queria interferir e para quê, na Polícia Federal. Logicamente, os depoimentos e novas provas vão compor o inquérito”, afirmou.

O senador Fabiano Contarato, da Rede, também frisou que “o presidente fala abertamente que queria interferir na PF”. A senadora Eliziane Gama, líder do Cidadania, disse que “Estarrecedor o conteúdo do vídeo da reunião ministerial divulgada pelo STF. A forma chula, os palavrões e os ataques às instituições revelam um governo que rompeu com a democracia que o elegeu. Tudo deixa claro que o presidente quer as instituições a seu serviço e não do povo”.

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Originalmente Publicado: 22 de Maio de 2020 às 22:18

Fonte: Globo