RIO - Um estudo francês que dissera ter encontrado benefícios da hidroxicloroquina combinada ao antibiótico azitromicina no tratamento da Covid-19 foi retirado por seus próprios autores.

Trata-se de uma das pesquisas de maior repercussão sobre o assunto, que ganhou popularidade ao ser difundida pela Fox News nos EUA. O médico francês Didier Raoult, o maior defensor da cloroquina e da hidroxicloroquina contra o coronavírus, havia tuitado a pesquisa, classificando-a como “Muito boa”.

Analítico: Do que o governo não está falando quando Bolsonaro fala em cloroquina.

No Brasil, ela foi amplamente difundida em redes sociais, inclusive para pressionar o então ministro da Saúde, Nelson Teich, a liberar o uso amplo de cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, com hashtags como #TeichLiberaCloroquina.

A pesquisa intitulada “Hidroxicloroquina mais azitromicina: potencial em reduzir a morbidade em hospital da pneumonia Covid-19” foi realizada por uma equipe do Hospital Raymond-Poincaré e liderada pelo médico Benjamin Davido.

No lugar do estudo, agora há somente a mensagem: “Os autores retiraram este manuscrito e não querem que seja citado. Devido controvérsia sobre a hidroxicloroquina e natureza retrospectiva de seu estudo, eles pretendem revisar o manuscrito depois da revisão por pares”.

Não ficou claro por que os autores recolheram seu estudo.

Este artigo foi resumido em 21%

Originalmente Publicado: 23 de Maio de 2020 às 15:37

Fonte: Globo