E como acabou sua trajetória no São Paulo?- Fiquei até o começo de 2006, mas aí chegou o Muricy, ele tentou me usar como volante, como lateral-direito… Só que aí chegou o André Dias, o Pirulito também, começou a chegar muito zagueiro.

Em 2009, acabou meu contrato com o São Paulo e foi aí que as coisas começaram a acontecer na minha vida.

Mas tirando isso minha esposa, minhas filhas, minha mãe, meus irmãos, meu pai…. E por que eles nunca abandonaram você?- Era para ter abandonado, porque o jeito que eu estava, se fosse uma família que fosse fraca mentalmente, que não fosse guiada por Deus, eles com certeza tinham me abandonado.

O que mais você vendeu de bens materiais para satisfazer seu vício?- Cheguei a vender uma camiseta minha do São Paulo e a medalha.

O cara sabe todas as biqueiras que tem na cidade, o cara sabe onde vai buscar a droga, o cara sabe o que fazer para pegar a droga… E quando eu mudei para Ribeirão Preto não conhecia ninguém.

Por que você expõe o vício? Acha que pode ajudar as pessoas que passam por isso?- Eu falo porque sei que vou ajudar de alguma forma.

Você falou que os jogadores ainda ajudam você, citou o Mineiro…- O Mineiro, o Borges me ajudou bastante, o Richarlyson me ajudou.

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Originalmente Publicado: 23 de Maio de 2020 às 06:00

Fonte: Globo