Na luta contra a Covid-19, o medicamento contra a malária hidroxicloroquina se tornou uma questão política ao ser defendido pelo presidente Jair Bolsonaro e após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomar o medicamento e o saudar como um “Divisor de águas”, para desdém dos críticos.

Alguns estudos já foram realizados sobre a hidroxicloroquina e a cloroquina, incluindo um publicado nesta sexta-feira e que mostra um risco maior de morte e problemas cardíacos em pacientes com coronavírus que os usaram em comparação com aqueles que não os tomaram.

Porém, os médicos estão aguardando que o debate sobre a eficácia destas drogas no tratamento da Covid-19 seja definido por testes científicos padrão ouro.

Em experimentos de laboratório, a hidroxicloroquina e a cloroquina inibiram o novo coronavírus e médicos em várias partes do mundo passaram a dar hidroxicloroquina, a menos tóxica entre as duas, para os pacientes.

A hidroxicloroquina, por exemplo, não conseguiu reduzir a necessidade de respiradores ou o risco de morte em pacientes graves com Covid-19, na Universidade de Columbia.

A agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos alertou no mês passado contra o uso da hidroxicloroquina, aprovada pela primeira vez em 1955, devido aos riscos de provocar batimentos cardíacos irregulares perigosos.

Em todo o mundo, muitos testes padrão ouro estão em andamento.

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Originalmente Publicado: 22 de Maio de 2020 às 21:07

Fonte: Terra.com.br