O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, classificou como “Ameaça” a nota em que o ministro do GSI, general Augusto Heleno, fala em “Consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional” caso venha a ser autorizada a apreensão do celular do presidente da República, Jair Bolsonaro.

O movimento de Heleno, nesta 6ª feira, vem depois de o ministro do STF Celso de Mello ter pedido que a PGR se manifestasse sobre possível perícia no aparelho do presidente e no do seu filho Carlos, vereador pelo Republicanos do Rio de Janeiro.

“Não esse o caminho. Se achou que o encaminhamento do ministro Celso de Mello pedindo a posição da PGR uma coisa tão grave assim, peça uma audiência. O ministro da Justiça converse com o ministro Celso de Mello”, afirmou Rodrigo Maia.

O presidente da Câmara lembrou do episódio em que o mesmo Heleno foi filmado dizendo que o Congresso fazia chantagem contra o governo.

“Cada vez que uma nota aparece como essa de hoje, o investidor [diz] ‘Olha, eu não posso investir nesse país’”, afirma Rodrigo Maia.

Caso se efetivasse, seria uma afronta autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder na privacidade do presidente da República e na segurança institucional do país.

“O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional.”

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Originalmente Publicado: 22 de Maio de 2020 às 20:19

Fonte: Poder360.com.br