Salles fala que as atenções estão voltadas para a pandemia, logo abre-se uma “Oportunidade que nós temos, que a imprensa está nos dando um pouco de alívio nos outros temas e passar as reformas infralegais de desregulamentação”.

Em 13 de abril ele exonerou dois servidores de carreira do Ibama que apareceram em uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, que mostrava o combate aos garimpeiros, inclusive com a destruição de seus equipamentos, prevista por lei -e criticada por Bolsonaro.

No final de abril ele recomendou aos órgãos de fiscalização que desconsiderassem a Lei da Mata Atântica, legislação que determina a recuperação de áreas desmatadas irregularmente antes de 2008.

O Ministério Público Federal reagiu, e pediu que o Ibama “Desconsidere” o ato administrativo do ministro, e “Mantenha interdições, autos de infração e outras sanções aplicadas por ocupação ilegal e degradação da Mata Atlântica no Estado de São Paulo”.

O Observatório do Clima, rede que reúne dezenas de entidades brasileiras ligadas questão ambiental, divulgou nota pedindo o afastamento de Salles.

“Esperamos que Ministério Público federal, STF e Congresso tomem medidas imediatas para o afastamento do ministro Ricardo Salles. Ao tramar dolosamente contra a própria pasta, demonstra agir com desvio de finalidade”, diz o texto.

Mais frente o texto afirma não ser “Surpresa” que Salles “Venha trabalhando, desde o início de seu mandato, para fragilizar as regras e as instituições criadas para defender nosso patrimônio ambiental”.

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Originalmente Publicado: 22 de Maio de 2020 às 21:49

Fonte: Elpais.com