Apesar de pesquisas internacionais recentes apontarem riscos no uso de cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com coronavírus e de a OMS ter suspendido um estudo com o remédio em andamento por questões de segurança, o Ministério da Saúde manterá as orientações que ampliam o uso do medicamento.

A declaração foi dada pela secretária de gestão em trabalho na saúde, Mayra Pinheiro, que coordenou a elaboração do documento que ampliou, na última semana, a possibilidade de uso do medicamento no Brasil para pacientes em todos os estágios da Covid, mesmo sem comprovação científica de eficácia.

“Ela segue uma orientação feita pelo Conselho Federal de Medicina que dá autonomia para que os médicos possam prescrever essa medicação para os pacientes que assim desejarem. Isso o que vamos repetir diariamente. Estamos muito tranquilos a despeito de qualquer entidade internacional cancelar seus estudos com a medicação, estudos de segurança”, afirmou.

Pinheiro, porém, disse que o ministério não vê motivos para rever o documento que ampliou a indicação de uso da cloroquina.

“Nesses estudos, a forma de seleção do pacientes, onde não havia uma dose padrão, uma duração padrão e medicação padrão para que possa ser considerado como ensaio clínico, nos faz refutar qualquer possibilidade de usar como referência para o Brasil recuar na sua orientação”, diz.

Não há, porém, nenhuma comprovação até o momento de que o medicamento seja eficaz para prevenção da Covid-19.

Apesar de não reconhecer os resultados citados pela OMS, Pinheiro disse que a pasta tem recebido resultados de uso do remédio por instituições, os quais somam, afirma, 40 mil brasileiros “Que tiveram acesso a essas medicações com boas respostas”.

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Originalmente Publicado: 25 de Maio de 2020 às 23:20

Fonte: Uol.com.br