Em reunião promovida pela comissão externa da Câmara dos Deputados que analisa medidas contra a doença, eles afirmaram que os exames de imagem não são indicados a pacientes sem sintomas ou com sintomas leves.

Preocupados com a baixa testagem da população brasileira para Covid-19 - cerca de 35 mil testes por dia -, os deputados Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr., coordenador da comissão externa, e Alexandre Padilha questionaram Sarmet se os exames de imagem não poderiam auxiliar no diagnóstico precoce, evitando a evolução do paciente para quadros mais graves da doença.

“Vemos doentes que, pela manhã, não tinham sintomas e noite apresentavam queda maciça na saturação e tinham o pulmão com mais de 50% de comprometimento bilateral”, disse Teixeira Jr. Padilha defendeu o uso de achados de tomografia, ultrassonografia e de raio-x, junto com os exames clínicos, como critérios de confirmação de casos.

“O paciente chegou com síndrome gripal, tem que ser examinado quanto febre e saturação sanguínea. Depois, o primeiro exame de imagem a ser feito um raio-x de tórax”, observou.

Coordenador da comissão científica do CBR, Waldair Muglia destacou por fim que, em situações de escassez de testes laboratoriais, a tomografia pode ser usada desde que sempre acompanhada de dados clínicos e epidemiológicos, para evitar diagnóstico cruzado de Covid-19 com outras doenças.

O presidente da comissão de Ultrassonografia Musculoesquelética da Sociedade Brasileira de Ortopedia, Monres José Gomes, apresentou estudos que comprovam achados ecográficos relacionados Covid-19 e defendeu o uso da ultrassonografia como auxiliar no diagnóstico da doença.

A entidade ressalta ainda que o exame não substitui a tomografia computadorizada de alta resolução e que só deve ser realizado por profissionais habilitados e que estejam usando Equipamentos de Proteção Individual.

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Originalmente Publicado: 28 de Maio de 2020 às 06:54

Fonte: Portaldoholanda.com.br