O policial militar aposentado Fabrício Queiroz, preso nesta quinta-feira, pagou com dinheiro vivo uma mensalidade das filhas do senador Flávio Bolsonaro, de quem era assessor.

Os investigadores identificaram que Queiroz realizou pagamento em espécie na caixa de um banco no mesmo horário, data e valor em que o boleto da escola das filhas do senador foi quitado.

Os investigadores afirmam que o dinheiro vivo usado por Queiroz nessa e em outras transações fruto da “Rachadinha” investigada no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa.

O senador também pagou em dinheiro vivo uma dívida junto a uma corretora em razão de investimentos na Bolsa de Valores.

Essas transações, para os promotores, eram uma forma de lavagem do dinheiro obtido com a “Rachadinha” -prática em que funcionários são coagidos a devolver parte de seus salários.

Além do volume movimentado, de R$ 1,2 milhão em um ano, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo em datas próximas do pagamento de servidores da Assembleia.

Queiroz, que foi nomeado em 2007 e deixou o gabinete de Flávio no dia 15 de outubro de 2018, amigo de longa data do atual presidente.

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Originalmente Publicado: 18 de Junho de 2020 às 16:09

Fonte: Uol.com.br