A confirmação de que Novak Djokovic, 33, está com o coronavírus, o golpe mais duro dos vários que sua imagem já vinha sofrendo nos últimos meses, em meio pandemia.

Ainda em abril, ao indicar que poderá se opor obrigatoriedade de atletas se vacinarem contra a Covid-19 para participarem de torneios, no caso de futuramente existir uma vacina para a doença, ele fortaleceu a sua imagem como a de uma personalidade esportiva pouco afeita a evidências científicas.

“Numa situação mundial que, por melhor que você esteja, nem que seja no Pólo Norte, com nenhum caso, você não vai sair fazendo festa, show de música, aglomeração e postando no Instagram. O mínimo de respeito com tudo o que está acontecendo pelo mundo. Show de horror. Quando o Nick Kyrgios dá sermão que o bicho pegou mesmo”, afirmou o brasileiro.

Isso fez com que o suíço e o espanhol retornassem para o conselho de jogadores, em agosto, o que chegou a ser visto como uma forma de unir forças e diminuir o poder do sérvio no conselho.

Federer, com 20 títulos de Grand Slam, Nadal, com 19, e Djokovic, com 17, estão entre os maiores nomes da história do esporte -ninguém, entre os homens, venceu mais do que eles nos principais torneios.

O próprio reconhece que para muitos ele ocupa o papel de vilão na trama do tênis mundial e afirma que aprendeu a lidar com isso, já que quando chegou para desafiar os dois não havia espaço para um terceiro herói.

Agora, numa temporada que começou em alta para o líder do ranking e quando ele poderia até almejar a conquista dos quatro Slams no mesmo ano, a pandemia não só lhe tira essa chance, já que Wimbledon foi cancelado, como causa um dano de difícil reparação para sua imagem.

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Originalmente Publicado: 23 de Junho de 2020 às 11:59

Fonte: Uol.com.br