Levantamento do Centro Brasileiro de Infraestrutura, a partir dos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, mostra que a arrecadação com royalties desabou 30,8% em maio, na comparação com abril.

Diante do novo cenário de preço do barril de petróleo e de produção no Brasil, o CBIE estima que a arrecadação com royalties e participações especiais irá encolher mais de 20% em 2020.

Arrecadação com royalties e participações especiais - Foto: Economia G1. A projeção da CBIE leva em conta um preço médio de US$ 38 para o barril de petróleo no ano, uma taxa de câmbio média de R$ 5,20 e uma produção de petróleo no mesmo nível de 2019.

O sócio-diretor do CBIE, Adriano Pires, explica que a queda na arrecadação nos últimos meses só não foi ainda maior porque o dólar chegou a encostar em R$ 6 em maio, ante uma taxa de câmbio média de R$ 3,95 em 2019, o que compensou parte das perdas com o tombo dos preços do petróleo.

“Eu penso que em 2020 vamos ter uma produção igual a 2019, podendo ser até menor. Então, vamos ter a produção jogando para baixo a arrecadação e o preço do barril jogando também para baixo. O preço caiu quase pela metade na média. A única coisa que está salvando o câmbio, que faz com que a receita não caia tanto”, explica.

O Bank of America chama a atenção ainda para o aumento da importância dos royalties e impostos sobre o petróleo nas receitas fiscais do país, cuja participação no total da arrecadação passou de uma faixa entre 8,2% e 8,5% da receita total em 2012 para uma faixa entre 9,7% e 10,5% em 2019.

Num cenário de controle da pandemia e de recuperação da economia em 2021, o analista avalia que o preço do barril possa voltar ao patamar de US$ 50.

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Originalmente Publicado: 25 de Junho de 2020 às 05:01

Fonte: Globo