Em meio ao avanço da pandemia de COVID-19 no Brasil, o debate sobre a reabertura das escolas ganhou força em junho de 2020. Enquanto algumas capitais brasileiras planejavam a retomada das aulas presenciais já em julho, outras adotaram um cronograma mais cauteloso, estipulando agosto ou setembro. A situação gerou expectativas e apreensão entre pais, alunos e professores.
As escolas particulares, que dependem das mensalidades e precisam se adaptar rapidamente às mudanças, lideraram o planejamento da reabertura, elaborando protocolos sanitários rigorosos para garantir a segurança de todos os envolvidos.
Quatro capitais planejam reabertura em julho
Pelo menos quatro capitais brasileiras anunciaram planos concretos para a reabertura das escolas particulares em julho. A decisão levou em conta a estabilização dos casos de COVID-19 em algumas regiões e a necessidade de retomar as atividades econômicas e educacionais.
As instituições de ensino nessas cidades se prepararam para receber os alunos com medidas como redução da capacidade das salas de aula, distanciamento social, uso obrigatório de máscaras e disponibilização de álcool em gel. O escalonamento de horários para entrada, saída e intervalos também fez parte dos protocolos adotados.
Três capitais adiam para agosto
Outras três capitais optaram por um prazo mais estendido, prevendo a reabertura das escolas particulares apenas em agosto. O adiamento foi motivado pela necessidade de mais tempo para a adaptação das estruturas físicas e o treinamento dos funcionários.
Nessas localidades, as escolas realizaram investimentos em higienização, sinalização e compra de equipamentos de proteção individual (EPIs). Além disso, houve um período de negociação com os sindicatos dos professores e associações de pais para alinhar as expectativas e garantir a adesão ao plano de retomada.
São Paulo define setembro como meta
O estado de São Paulo, que concentrava o maior número de casos da doença no país, adotou uma postura ainda mais cautelosa. O governo estadual estabeleceu um plano de reabertura gradual, e as escolas particulares projetaram o retorno para setembro.
A decisão gerou debates acalorados. De um lado, pais que precisavam retornar ao trabalho presencial e viam na escola uma rede de apoio essencial. Do outro, preocupações com a segurança sanitária e a capacidade de manter o distanciamento nas salas de aula. O governo condicionou a reabertura a indicadores de saúde pública.
Protocolos de segurança e desafios
Independentemente do cronograma, as escolas particulares em todo o Brasil elaboraram planos de contingência detalhados. Os protocolos mais comuns incluíam:
- Uso de máscaras: Obrigatório para alunos, professores e funcionários.
- Higienização: Álcool em gel em todos os ambientes e higienização constante das superfícies.
- Distanciamento: Redução do número de alunos por sala e marcações no chão para manter a distância mínima.
- Ventilação: Salas de aula com portas e janelas abertas, priorizando ambientes arejados.
- Medição de temperatura: Na entrada das escolas.
Um dos maiores desafios apontados foi a segurança no transporte escolar e a adesão de todos os envolvidos às novas rotinas.
Reações e perspectivas
A reabertura das escolas dividiu opiniões. Enquanto muitos pais e especialistas defendiam a importância do retorno para o desenvolvimento social e emocional das crianças, outros alertavam para o risco de aumento do contágio. Os sindicatos dos professores cobraram testes em massa para COVID-19 e condições adequadas de trabalho antes da retomada.
As escolas, por sua vez, destacaram o esforço para criar um ambiente seguro, mas reconheceram que a decisão final de enviar os filhos cabia às famílias. O cenário era de incerteza, mas com um claro movimento em direção à reabertura gradual e responsável.
Perguntas frequentes sobre a reabertura das escolas
As aulas presenciais serão obrigatórias para todos?
Na maioria dos planos de reabertura, a presença não era obrigatória. As famílias que se sentissem mais seguras poderiam optar por manter os alunos no ensino remoto.
Como ficam as mensalidades durante a reabertura parcial?
Muitas escolas ofereceram descontos ou mantiveram a possibilidade de renegociação, especialmente para as famílias que optaram por não enviar os filhos presencialmente.
O que fazer se um aluno apresentar sintomas de COVID-19?
Os protocolos estabeleciam que o aluno com suspeita deveria ser imediatamente isolado e encaminhado para casa, seguindo as orientações das autoridades de saúde.
As escolas públicas também seguem o mesmo calendário?
O calendário de reabertura das escolas públicas frequentemente difere do das particulares, seguindo as diretrizes específicas de cada secretaria municipal ou estadual de educação.
Fonte: G1