A Apple pode estar planejando lançar o iPhone 12 com um preço inicial inferior ao do iPhone 11, mas o carregador será vendido separadamente, de acordo com informações divulgadas pelo Gizmodo Brasil. A notícia gerou grande repercussão no mercado de tecnologia, com consumidores e analistas debatendo os possíveis impactos da decisão.
Segundo as informações, a estratégia da Apple seria dupla: oferecer um preço mais competitivo para o novo modelo ao mesmo tempo em que reduz custos ao não incluir o carregador e os EarPods na caixa. A medida também permitiria à empresa reduzir o tamanho da embalagem, diminuindo custos de transporte e armazenamento, além de contribuir para metas ambientais.
A remoção do carregador da caixa do iPhone já era especulada há meses entre analistas da indústria. A Apple poderia seguir essa tendência não apenas para reduzir custos, mas também por questões ambientais, já que muitos consumidores já possuem carregadores compatíveis em casa. A empresa estimava que bilhões de adaptadores de energia Apple já estavam em circulação pelo mundo.
O iPhone 12 era um dos lançamentos mais aguardados de 2020. As expectativas incluíam suporte à rede 5G, um novo design com bordas retas semelhantes ao iPad Pro, e melhorias significativas no sistema de câmeras, incluindo o modo noturno em todas as lentes. A linha do iPhone 12 era esperada com quatro modelos: iPhone 12 mini, iPhone 12, iPhone 12 Pro e iPhone 12 Pro Max.
A possibilidade de um preço inicial mais baixo era vista como uma jogada agressiva da Apple para conquistar consumidores em um mercado cada vez mais competitivo, especialmente com o avanço de fabricantes como Samsung e Xiaomi no segmento premium. O modelo base poderia ter preço inicial entre US$ 649 e US$ 699, abaixo dos US$ 699 do iPhone 11 no lançamento.
No entanto, a decisão de vender o carregador separadamente gerou controvérsia. Críticos apontaram que a Apple poderia estar utilizando a desculpa ambiental para aumentar sua margem de lucro, já que os consumidores precisariam comprar o carregador separadamente por cerca de US$ 19. A Apple argumentava que a remoção reduziria significativamente o lixo eletrônico e que embalagens menores permitem transportar mais produtos por vez, reduzindo emissões de carbono.
O rumor ganhou força ao longo de 2020, com analistas encontrando evidências de que a Apple estava testando novas embalagens sem os acessórios tradicionais. A confirmação oficial veio em outubro de 2020, quando a Apple lançou o iPhone 12 confirmando tanto o preço competitivo quanto a ausência do carregador e dos EarPods na caixa.
O lançamento do iPhone 12 estabeleceu uma nova tendência que outros fabricantes acabariam seguindo nos anos seguintes. A Samsung, que inicialmente criticou a Apple nas redes sociais, também passou a remover carregadores de alguns de seus modelos em 2021. O iPhone 12 também introduziu o MagSafe, um sistema de carregamento sem fio magnético que permitia carregamento mais rápido e criou um novo ecossistema de acessórios.
A decisão da Apple de vender o carregador separadamente continua sendo um tópico de debate entre consumidores e especialistas, mas a empresa manteve a prática nos lançamentos seguintes, consolidando uma mudança significativa na indústria de smartphones.